Comecei a praticar tinha 18 anos, era sábado de manhã, cheguei em cima da hora e com sono. Passei a aula toda a tentar perceber onde se ponham as mãos e os pés e como se conseguia respirar tranquilamente enquanto o corpo se mantinha num ásana.
Não demorou mais de um mês para que me apaixonasse e passado um ano comecei a fazer formação para me tornar instrutora. Por várias situações na minha vida, parei a formação a meio e só retomei 4 anos mais tarde. Aos 23 anos tornei-me instrutora e durante 6 anos dediquei quase 2/3 do meu dia a dar e a fazer aulas. Desde há um ano para cá reduzi o número de aulas que dou e em alguns momentos reduzi a minha prática pessoal. Mas o meu corpo já não vive sem yoga e reclama quando não pratico.
Durante todo este período o yoga ensinou-me:
– ouvir o meu corpo – seja o meu corpo a pedir para comer algum alimento, ou para não o comer; seja o meu corpo a manifestar cansaço; ou dor por falta de exercício; seja o início de uma constipação, comecei a dar mais atenção a cada sinal e a respeitar mais o que me faz bem.
– ser flexível – mais do flexibilidade corporal, o yoga ensinou-me a ter flexibilidade mental. Nunca dei duas aulas iguais, na mesma aula tinha abordagens diferentes para pessoas diferentes.
– entender a beleza de cada pessoa – cruzei-me com várias pessoas e todas elas me mostraram algo de extraordinariamente bonito e único.
– aceitação – faço tudo o que depende de mim para que algo dê certo, o que não depender tenho de aceitar. Demorei muito tempo a aceitar que não tenho o controlo de tudo.
– respeitar o meu tempo – há um momento do dia que me pertence e que não permito que situação alguma o interrompa.
– o ego atrapalha – o primeiro deslumbramento de qualquer yogin é perceber que o corpo consegue dominar ásanas (técnicas corporais). Mas a verdade é que quanto mais se mergulha na prática mais se percebe que essa conquista não deve servir para alimentar o nosso ego. Cada conquista simboliza apenas e só uma aprendizagem, o que nos deve colocar numa posição humilde, porque de certeza que ainda haverá muito mais para dominar. Principalmente aquilo que não se vê, como a mente e os pensamentos.
– respirar – através do yoga comecei a entender os efeitos de uma respiração profunda e completa no meu corpo e no meu estado emocional.
– meditar – a hora de acordar e de deitar têm o mesmo ritual, pelo menos 5 minutos de meditação. Ao acordar a meditação funciona como uma espécie de agenda, como se fosse o primeiro passo para um dia produtivo e com foco. Ao deitar ajuda-me a desligar das solicitações do dia e recolher-me para que consiga descansar e recarregar energias.
Na próxima semana trago-vos um artigo só sobre meditação. Para os subscritores da newsletter do blog que receberam este mês uma técnica de respiração, espero que estejam a ter boas vivências.
This is beautiful! So lovely to meet you. 🙂 Thank you for being at my blog. Blessings, Debbie
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Hi Debbie, thank you so much for your kind comment! Blessings, Raquel 😊❤
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