Em primeiro lugar para quem me lê fora de Portugal, vou precisar de vos enquadrar. Hoje, na celebração do 2º ano da sua eleição como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa deu uma aula aos alunos da Escola Secundária de Camarate.
Fiquei de imediato presa ao ecrã quando vi uma sala cheia de adolescentes, entusiastas, com perguntas bem estruturadas e inteligentes. Prendeu-me ainda mais, que a aula do Presidente tenha dado voz ativa aos jovens, questionando-os sobre quais os maiores problemas de Portugal e que soluções poderiam apresentar.
É uma lufada de ar fresco, saber que existem pessoas no poder, que têm a humildade e segurança necessárias que permitam aos outros apontar falhas e fazer sugestões.
Fiquei feliz por ver a quantidade de jovens genuinamente interessada em assuntos importantes, ou diria, fundamentais, para que este se torne um País melhor.
É nesta simbiose e colaboração que acredito. Não podemos dizer que as gerações mais novas “não sabem nada” ; nem podemos pensar que as gerações mais velhas “estão ultrapassadas”. O que me faz lembrar a célebre frase de Blaisse Pascal “ninguém é tão ignorante que não tenha algo para ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender”.
Por fim, deixo-vos a resposta que mais impactou em mim, pela sinceridade e exemplo!
– Como gostaria de ser lembrado pelas gerações vindouras?
– Eu, gostaria de ser lembrado por esta ordem. Primeiro ter sido um bom pai e um bom avô. Depois, segundo lugar ter sido um bom professor. Depois, sendo caso disso, ter cumprido a missão, nomeadamente esta missão, o melhor que tinha podido!
Que nos sirva de inspiração!

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