Ontem enquanto jantava com uns amigos, discutíamos sobre os motivos que levam as relações a transformarem-se em algo penoso e demolidor. Dissertamos sobre várias hipóteses, mas concluímos que a falta de comunicação é um dos maiores males das relações.
Algumas mulheres escolhem não dizer o que gostam, o que as magoa ou o que as incomoda. Preferem cruzar os braços, amuar e dizer “não se passa nada”. Por passa a palavra os homens foram descobrindo que este “não se passa nada” é sinónimo de que se “passa tudo”.
Alguns homens escolhem não se importar com nada, decidem não valorizar o que sentem e muito menos expressar. Esquecem rápido e reprimem sentimentos. Por várias gerações foi criada a crença que “os homens são assim”.
Felizmente existem mulheres que dizem o que se passa, e homens que escolhem importar-se e expressar-se.
Muitas vezes por esta falta de transparência, as pessoas acabam por se afastar, entram no buraco negro monossilábico. Entre sim, não, talvez, não sei, tu é que sabes, por mim tudo bem, faz o que quiseres, fazes bem, não quero saber, a pessoa que antes nos conhecia melhor, passa a ser a que menos sabe de nós. É inevitável que a falta de comunicação leve a um relação passiva-agressiva. Um duelo em campo de batalha aberto, onde umas vezes se ataca sem piedade e outras vezes se pede perdão de joelhos.
Se houvesse uma regra que salvasse todos os tipos de relacionamento, apostaria na comunicação honesta, sem julgamento e sem querer ser o dono da razão.
Como dizia uma pessoa ao jantar e bem: com que cara é que dizemos ao fim de não sei quanto tempo que afinal não gosto disso?
Por isso desde o primeiro momento, vamos dizer a verdade. Por exemplo “fico insuportável com fome”. Com sorte a outra pessoa poderá cozinhar para ti.
Abraço
Raquel Santos
Psicóloga | Consultora

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